Coordenadoria de Mulheres da SEIT participa do encerramento do Outubro Rosa no Presídio Feminino

A campanha do Outubro Rosa também passou pelo Presídio Feminino (Prefem). Ao longo do mês, foram realizadas palestras educativas, consultas médicas e atividades artísticas com o objetivo de conscientizar as internas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A programação foi promovida pela Secretaria de Estado da Justiça (SEJUC) e contou com a participação da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da diretoria de Direitos Humanos da secretaria de Estado da Inclusão, da Assistência Social e do Trabalho (DIDH/Seit).

Finalizando a programação do mês, as internas da unidade receberam uma palestra educativa, ministrada pela enfermeira e referência técnica do Programa Estadual de Saúde da Mulher da SES, Rita Bittencourt. Ela destacou que o autoexame não deve ser feito apenas uma vez por mês. “O Outubro Rosa tem que ser todos os dias, em todos os meses. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer não recomendam mais o autoexame esporádico, pois a detecção do câncer acontece muito mais no exame diário. Gostei muito da experiência com as internas do Prefem. Elas foram extremamente participativas”, avaliou, ao final da atividade.

A enfermeira ressaltou, ainda, que as mulheres devem ficar atentas a alguns fatores de risco, como idade atual; idade da primeira menstruação (quanto mais jovem, maior o risco); idade do primeiro parto (riscos aumentam a partir dos 30); e idade da menopausa (quanto mais tardia, maior o risco). Os principais sinais são dores e nódulos nas mamas, sangramentos nos mamilos ou mamilos retraídos. As principais recomendações são: conhecer as mamas, manter um estilo de vida com práticas saudáveis e procurar um profissional de saúde diante da menor alteração detectada.

SAÚDE E INCLUSÃO
A diretora do Prefem, Andreia Andrade, ressaltou o acompanhamento de saúde realizado com as internas da unidade. “No Outubro Rosa, fizemos uma programação em torno do debate sobre os cuidados com a saúde da mulher, pois as mulheres que estão em situação de privação de liberdade também precisam dessas informações. Atividades como esta são importantes para que elas não esqueçam que, apesar de estarem aqui, elas precisam se cuidar e se amar. O acompanhamento das internas é feito semanalmente por um médico que atua na unidade, para acompanhar e dar encaminhamentos a todo e qualquer problema que venha a acometer a saúde das mulheres”, afirmou.

A interna A.C. S., de 27 anos, descobriu sintomas do câncer de mama a partir da campanha no presídio. “Foi através dessa programação do Outubro Rosa, com a equipe de profissionais de saúde que vieram fazer consultas, que eu vim descobrir que a dor no peito que eu estava sentindo é um nódulo. Eu não fazia auto-exame, não me tocava, não imaginava que essa dor seria um nódulo na mama. Gostei muito das atividades e para mim foi fundamental. Agora, farei exames e o acompanhamento com o médico da unidade. Aprendi a me cuidar e levarei esses aprendizados para a minha vida lá fora”, disse.

De acordo com Linei Pereira, referência técnica de políticas para mulheres da DIDH/Seit, atividades como esta favorecem a ressocialização das internas do Prefem. “Para além da importância dos cuidados com a saúde da mulher, no que tange ao combate e à prevenção do câncer de mama, ações permanentes que visam à ressocialização são extremamente necessárias, para garantir a qualidade de vida dentro do sistema prisional e após o cumprimento da pena. A SEIT e a SEJUC têm uma relação harmoniosa de cooperação, que visa à inclusão, à garantia de direitos e de toda a assistência necessária para promover a dignidade das internas”, concluiu.

|Fotos: Alanna Molina.

Última atualização: 1 de novembro de 2019 00:36.

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