
Nas primeiras horas da manhã da terça-feira, 19 de outubro, as equipes das diretorias de Assistência Social e de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Inclusão (SEIAS) se fizeram presentes na Ocupação do Mosqueiro, para oferecer apoio, acolhimento e encaminhamento às famílias do interior do Estado, durante o cumprimento de determinação judicial de reintegração de posse do terreno particular onde se encontravam.

Após uma visita preliminar realizada em 30 de agosto, as equipes da SEIAS e da Secretaria Municipal de Assistência Social de Aracaju voltaram ao local em 21 de setembro, quando realizaram o cadastramento e identificação das famílias. Da mesma forma, as duas secretarias se somaram nesta terça (19), para atender os ocupantes e encaminhar para retorno aos seus locais de origem ou unidades de acolhimento. A diretora de Assistência e Desenvolvimento Social da SEIAS, Inácia Brito, explica a atuação do Estado e do Município em casos como esse.
“Nesse período de reintegração de posse, as Secretarias da Assistência deixam à disposição os seus serviços de acolhimento ou de encaminhamento, para quem tem pra onde voltar. A partir do cadastramento que foi realizado pelo município de Aracaju, foram identificadas famílias também de outros municípios, com os quais a SEIAS fez articulação, assim como com os gestores municipais da Assistência Social, e que nos ajudaram a identificá-las melhor. Então montamos uma parceria para atendimento a essas famílias. Fizemos, inclusive, reuniões com esses gestores, especialmente com o município de Nossa Senhora do Socorro, que foi o que tinha o maior número de famílias, depois de Aracaju. Mas também havia famílias de Arauá, Lagarto, Estância, Campo do Brito, Aparecida, em número menor. Todos colocaram-se à disposição para fazer esse acolhimento, junto com a secretaria Estadual”, conta Inácia.

Segundo ela, No cadastramento anteriormente realizado, 344 famílias foram identificadas no local, em sua maioria, de Aracaju, sendo atendidas pela Secretaria da Assistência Social de Aracaju. Das 57 famílias que possuíam dados do Cadastro Único indicando procedência de outros municípios sergipanos, nove estavam presentes no atendimento realizado nesta terça pela SEIAS: duas foram encaminhadas para o CRAS de Lagarto, quatro retornaram para o município de Nossa Senhora do Socorro, e três dirigiram-se a casas de parentes em Aracaju, não necessitando de acolhimento institucional.
Fotos: Pritty Reis
















































