LIVE do Orgulho destaca acesso a políticas públicas para a população LGBTQI+

Transmitida ao vivo pelo Youtube SEIAS SE, live teve a participação de representantes dos governos Federal e Estadual, e da Prefeitura de Aracaju

Em alusão ao Dia Mundial do Orgulho LGBTQI+, celebrado em 28 de junho, foi realizada na última sexta-feira (26), a Live do Orgulho: Debatendo Políticas Públicas e Direitos da População LGBTQI+, com transmissão ao vivo pelo Youtube SEIAS SE. Promovida pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS), a live debateu políticas públicas de direitos humanos, inclusão e enfrentamento à violência LGBTfóbica com a participação da representante do Governo Federal Marina Reidel [diretora do Departamento de Promoção de Direitos LGBT do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos], e do representante municipal Marcelo Lima de Menezes, [assessor técnico LGBTQI+ da Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju].

A apresentação da live ficou por conta de Adriana Lohanna, mulher trans e referência técnica estadual em políticas públicas para população LGBTQI+ da SEIAS, que iniciou o debate relembrando o marco que deu origem à data. “Todo esse processo que culmina no Dia Mundial do Orgulho começou lá no Bar Stonewall, nos EUA, em 28 de junho de 1969, quando a população LGBT se manifestou contra a opressão policial que acontecia frequentemente no bar. Esse dia se tornou um marco, ficando conhecido como o primero movimento de reação contra a violência LGBTfóbica. A partir dessa data, as paradas LGBTs começaram a ser feitas em todo o mundo, mostrando que temos que ter orgulho de quem somos. Quem tem que ficar no armário é o preconceito. Essa live tem o objetivo de discutir políticas públicas LGBTs nos níveis nacional, estadual e municipal. A Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social está empenhada no debate articulado entre as três esferas para, em conjunto, traçarmos a melhor forma de atendermos a essa população”, enfatizou a referência estadual, Adriana Lohanna.

A representante do Governo Federal, Marina Reidel, foi a primeira mulher trans à frente de uma diretoria ministerial e falou sobre as ações realizadas em âmbito nacional, a partir do Departamento de Promoção de Direitos LGBT do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). “Tentamos construir duas frentes, voltadas para o mercado de trabalho e para o combate à violência. Dentro da empregabilidade, pensamos em produzir um projeto-piloto que fomenta à entrada no mercado de trabalho na ponta, junto aos municípios, de forma que atenda à formação das pessoas LGBT e também costure as pautas de direitos humanos e LGBT com as empresas empregadoras. Já contra a violência LGBTfóbica, estamos retomando um pacto com um pouco mais de robustez, provocando estados e municípios para adesão, numa linha comum de ações, como regulamentação de alas e celas LGBTs e reformulação mais humanizada das denúncias recebidas pelo Disque 100 – Direitos Humanos, para acompanhar o fluxo das pessoas que sofrem violência e cobras das instâncias”, disse Marina.

Sobre as ações federais voltadas para a Assistência Social, a representante nacional enfatiza a importância da articulação e transversalidade para acolhimento e acesso a direitos. “Pensamos em ações mais estratégicas junto ao Ministério da Cidadania, para fomentar a inclusão da população LGBT nos auxílios do Governo Federal, fazendo atingir inclusive a população LGBT que está em situação de rua. Emitimos também uma nota técnica para que o Ministério da Cidadania oriente os técnicos sobre o atendimento à população LGBT, com tratamento digno, respeitoso e igualitário. Nosso papel é basicamente fazer essa interlocução para que consigamos traçar ações em transversalidade, não somente com os órgãos federais, mas também como estamos fazendo hoje, enquanto diálogo e movimento social”, destacou a diretora do Departamento de Promoção de Direitos LGBT do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Marina Reidel.

Trazendo para o debate a experiência municipal de trabalho na ponta, o assessor técnico LGBTQI+ da Secretaria da Assistência Social de Aracaju e homem gay, Marcelo Lima de Menezes, relatou algumas das ações realizadas junto à população LGBT do município. “Começamos a fazer uma série de buscas nos bairros de Aracaju junto com os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS e CREAS) para encontrar essa população e inseri-la em políticas públicas, como o Cadastro Único. Em plena pandemia, fizemos por telefone a solicitação de 30 auxílios emergenciais do Governo Federal, porque havia pessoas trans que não sabiam ler e escrever. Além da vulnerabilidade social, essa população é muito atingida também pelo baixo grau de escolaridade. Anteriormente, contabilizamos 250 retificações de registro de pessoas trans, que não tinham documento de identificação. Então, fazemos a interlocução entre Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança Pública, juntamente com a sociedade civil organizada, para que essa população seja atendida. Tratamos a política da maneira mais transversal possível, com a participação direta da comunidade”, ressaltou o representante de Aracaju, Marcelo Menezes.

Confira a íntegra da live no YouTube SEIAS SE: https://youtu.be/8ZZSvJoVZxI

Última atualização: 1 de julho de 2020 15:35.

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