Seminário teve como público-alvo policiais militares e civis e aconteceu no Auditório do Ministério Público de Sergipe (MPSE)

Em alusão ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, o Governo de Sergipe, através da Vice Governadoria do Estado (VGE), da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP), realizou o “I Seminário Intersetorial de Assistência Social, Segurança Pública e Direitos Humanos: Ressignificando relações”. O evento aconteceu na última sexta-feira (10), no auditório do Ministério Público de Sergipe (MPE-SE), e teve como objetivo aproximar o trabalho entre a SEIAS e órgãos e instituições que compõem o quadro da Segurança Pública em Sergipe, visando promover espaços de diálogos e formações continuadas sobre a garantia de direitos da população negra, em situação de rua, LGBTQPIA+, crianças e adolescentes, jovens, mulheres, idosos, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais.

Na ocasião, a vice governadora do Estado, Eliane Aquino e outras autoridades também prestigiaram o evento. “O nosso desafio enquanto representantes do poder público é o de melhorar a sociedade. E para isso só existem dois caminhos: através da democracia e da verdade. Por isso, a nossa obrigação é cuidar da sociedade e transformá-la para melhor, e é por isso que este foi um evento fundamental para essa construção coletiva”, destacou Eliane Aquino.

Sob a mediação de Lídia Anjos, diretora estadual de Direitos Humanos da SEIAS, o evento buscou traçar metas entre Assistência Social e Segurança Pública, através do poder público e dos agentes e gestores que compõem essas pastas. “Esse encontro é muito importante, porque historicamente se distorceu e se construiu uma ideia de que política de Segurança Pública não pode andar junto com Direitos Humanos. Por isso, a gente quer mostrar que é possível, sim, discutirmos outra possibilidade de aproximar as pautas que trazem a realidade social dos grupos em vulnerabilidade social”, pontuou Lídia Anjos.

Para dialogar sobre o tema, o instrutor de Direitos Humanos de Cursos Policiais, Edson Oliveira da Silva, o policial e professor de Direitos Humanos em instituições policiais Fabrício Rosa, a professora adjunta do Departamento de Segurança Pública – Instituto de Estudos Comparados de Administração de Conflitos – INEAC/UFF, e a integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Jacqueline Muniz, compuseram o dispositivo e trouxeram suas experiências, vivências e questões fundamentais acerca do tema do seminário para a plateia formada por policiais, delegados civis e militares, a exemplo do delegado de Polícia Civil, Mário Leony, que foi debatedor da mesa.

Policial há mais de 20 anos, Fabrício Rosa levantou questões acerca de conflitos e divergência de ideias que precisam ser tratadas de maneira respeitosa a partir da ressignificação da escuta e dos diálogos. “Eu acho que nós precisamos entrar num lugar de ressignificação do lugar de escuta, um lugar de compreender o que o outro pode nos ensinar, porque nenhum de nós é o dono da verdade, todos nós podemos ser melhores. Eu tive a oportunidade de ingressar nas fileiras da Polícia tanto quanto os que são maioria aqui e essa oportunidade mudou minha vida completamente, não só financeiramente, mas por ampliar a minha visão de mundo diante de tantas coisas que presenciei ao longo de minha trajetória como policial”, disse Fabrício.

Para concluir o debate no seminário, a palestrante Jacqueline Muniz ressaltou o papel da polícia no Brasil e a importância desse trabalho aliado aos Direitos Humanos e Assistência Social. “Estabelecer pontes com a polícia é fundamental para garantir direitos. O desafio da formação da Segurança Pública é ser continuada, pois o trabalho de polícia é um trabalho qualificado, cognitivo, um trabalho intelectual, não é um trabalho braçal. A polícia toma decisões em tempo real, em situações de risco e perigo em menos de 5 segundos, isso exige qualidade decisória, isso exige segurança na tomada de decisão e exige cabeça fria, cabeça preparada para o que for preciso”, finalizou Jacqueline.
| Fotos: Pritty Reis











































