
Na última quinta-feira (12), a equipe da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS), em ação articulada pela sua Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEPM), esteve presente em Pirambu, para dialogar com marisqueiras dos povoados locais e representantes de Associações de pescadores e marisqueiras de povoados do município vizinho, Barra dos Coqueiros. As equipes das diretorias de Assistência Social (DADS), Direitos Humanos (DIDH) e Inclusão Produtiva (DIPC) da SEIAS se somaram à prefeitura do município, para ouvir as demandas do grupo em relação à ampliação do acesso a políticas públicas e serviços de diversas áreas, como saúde, educação, geração de renda e Assistência Social.

Os encontros foram iniciados na cidade de Indiaroba no dia 22 de outubro, provocados pela Carta de Proposições apresentada pelo Movimento de Marisqueiras de Sergipe ao Governo de Sergipe, solicitando apoio para encaminhamento de demandas das trabalhadoras que atuam na área da pesca artesanal no Estado. Para dar continuidade aos diálogos com o poder público, outros encontros ainda deverão ser realizados em Santa Luzia do Itanhy, São Cristóvão, Aracaju e Brejo Grande, onde também há representações do grupo, segundo conta a coordenadora de Políticas Para as Mulheres da DIDH/SEIAS, Érika Leite. “Dentro dessas pautas a gente vem dialogando também, principalmente, com as coordenadorias de mulheres dos municípios, para que a partir desses encontros, a gente conheça mais sobre a realidade das marisqueiras no território de Pirambu e possa construir políticas públicas voltadas para essas mulheres”, disse.

A reunião foi realizada em parceria com a Prefeitura de Pirambu e contou com uma equipe de gestores das áreas de Assistência Social, Educação, Saúde e representantes da câmara do município. A secretária adjunta de Assistência Social de Pirambu, Maria Clemilde da Silva, destacou a importância de conversar sobre as particularidades das pirambuenses. “Acredito muito no coletivo, na união de forças. O melhor que a gente faz é ver quais são as nossas demandas, necessidades e prioridades. A construção de uma sociedade mais justa e igualitária depende muito do meu fazer, do meu querer e da minha busca. Valorizo todas as demandas que vêm do processo coletivo, como a carta que chegou à secretaria”.
Marisqueiras e Pescadores
No documento encaminhado ao Governo, o grupo solicita a ampliação de políticas públicas e serviços em diversas áreas, especialmente no que se refere à Saúde, Educação, Assistência Social e geração de renda. Segundo as marisqueiras, a situação social e econômica do grupo tem se deteriorado a partir de vários fatores como a especulação imobiliária, que tem reduzido suas áreas de trabalho e acesso ao mangue; o derramamento de óleo que atingiu toda a região Nordeste há cerca de dois anos; e a pandemia de Covid-19.

De acordo com elas, a saúde tem sido uma preocupação constante, devido às diversas enfermidades decorrentes do seu fazer diário. Para Salvinha Santos, líder das pescadoras artesanais de Pirambu, o encontro foi necessário para expor aos gestores a situação cotidiana do grupo. “Viemos colocar em mesa a nossa necessidade, pois estamos sofrendo. Eu acredito sim que a gente saiu com respostas e agora vamos aguardar as soluções práticas que conversamos”, pontuou.

Jivanilda dos Santos, marisqueira, pescadora e conselheira do conselho gestor do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (PEAC), também considera de grande importância poder dialogar junto a outras lideranças sobre o que tem afligido essas comunidades, sobretudo ao longo da pandemia de Covid-19. “É muito importante para a gente dizer nossos problemas, nossas reivindicações, como também aprender e saber as intenções e objetivos das lideranças municipais. Espero que nossas demandas sejam atendidas. Saio daqui com essa expectativa”, concluiu.















