SEIAS capacita municípios para identificação de comunidades e povos tradicionais no Cadastro Único

Até o final de setembro, dez oficinas reunirão virtualmente equipes dos 75 municípios sergipanos

Governo orienta inserção dessas comunidades em campo específico do Cadúnico, visando à formulação de políticas públicas que atendam suas necessidades

Para potencializar e aperfeiçoar os procedimentos para inserção e identificação de povos e comunidades tradicionais no Cadastro Único (CadÚnico), a Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) deu início a uma série de oficinas para os 75 municípios sergipanos. O terceiro encontro virtual acontecerá nesta terça-feira (11), às 14h30, com as equipes de Carmópolis, Japaratuba, Divina Pastora, Pirambu, Rosário do Catete, Santa Rosa de Lima e Siriri. Até o final de setembro, 10 oficinas serão realizadas [duas por semana], integrando o plano de Apoio Técnico Diálogo SUAS [Sistema Único de Assistência Social]. Os trabalhos são conduzidos pela coordenação do Cadastro Único e Programa Bolsa Família da SEIAS, em parceria com a Diretoria de Inclusão e Direitos Humanos – DIDH.

Segundo Inácia Brito, diretora de Assistência Social da SEIAS, o ciclo de oficinas pretende orientar tecnicamente os gestores dos 75 municípios, para que seja intensificada a identificação das comunidades que ainda não estão cadastradas. “Além de proporcionar um momento de orientação técnica e de discussão sobre a importância desse cadastramento, o objetivo maior é visibilizar as famílias dessas comunidades, a partir de sua inclusão em campo específico do Cadastro Único, para melhor atendê-las. Com essas oficinas, esperamos que os municípios intensifiquem a busca ativa nas comunidades, para que cada vez mais a população esteja identificada, de modo que Estado e municípios possam formular políticas públicas específicas para as suas necessidades. Esperamos que essa ação estratégica junto aos municípios traga efetividade e melhor qualidade no preenchimento do cadastro”, afirmou.

De acordo com Ana Márcia Menezes, diretora do DIDH, as oficinas também são importantes para que seja possível conhecer melhor as realidades de cada município participante. “Para a diretoria de Direitos Humanos, é essencial agregar o conhecimento das ações da Assistência Social a partir do CadÚnico – o coração da nossa Secretaria – a fim de assegurar a inclusão pelo direito dessas comunidades, com ênfase nos saberes específicos sobre os povos e comunidades tradicionais. Essa interação necessária reacende a possibilidade real de inclusão para todos, dando um destaque importante para essa população. Essa parceria e trabalho integrado são muito gratificantes”, disse.

Para Maria Andreia Farias, técnica do SUAS no município de Poço Redondo, a oficina foi bem pensada e articulada, no intuito de ajudar a pensar sobre as especificidades dos povos tradicionais e das metodologias para esse cadastramento. “A oficina é de fundamental importância, para sanar nossas dúvidas em relação aos povos tradicionais. Várias questões foram levantadas, tornando o entendimento mais fácil para nós, que trabalhamos diretamente com isso. Trabalhamos também a questão do preconceito com esses povos, o quanto é importante a gente conhecer melhor e entender o outro como um cidadão de direitos, assim como nós, pois esses povos são muitas vezes discriminados e é nosso papel buscar sanar cada vez mais essas questões. Foi extremamente positivo para nós”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Socioassistencial de Aquidabã, Tereza Cristina Leite Silva, participou da Oficina na última semana e também destacou a importância do apoio técnico que a SEIAS tem oferecido aos gestores municipais. “O processo de apoio técnico que a secretaria tem realizado junto aos municípios tem sido de suma relevância, visto que considera as diferenças das realidades e territórios, e a diversidade de arranjos possíveis. Os povos e comunidades tradicionais, por exemplo, sabemos que trazem, no bojo do seu processo histórico, exclusão, violação de direitos e negação referente às diversas políticas públicas. Sendo assim, o Estado tem respondido de maneira satisfatória às demandas presentes nos municípios e da população usuária da política de Assistência Social. Identificar esses povos e comunidades é um desafio. A partir do momento que conhecemos como vivem, onde vivem e quem são, temos como qualificar a oferta dos serviços necessários, garantindo assim, o que preconiza a Constituição Federal”, finalizou.

Última atualização: 10 de agosto de 2020 16:09.

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